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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Marinha oficializou a promoção da primeira mulher oficial general das Forças Armadas no Brasil.

O comando da Marinha promoveu a primeira mulher oficial general das Forças Armadas no Brasil. A capitão de mar e guerra Dalva Maria Carvalho Mendes, 56, subiu para o posto de contra-almirante após 32 anos de carreira militar.

Dalva Maria Carvalho Mendes subiu para o posto de contra-almirante
 --simbolizado por duas estrelas-- após 32 anos de carreira militar
Dalva Mendes deixa a patente de capitão de mar e guerra para assumir o terceiro posto mais importante da Marinha. Com a promoção, estão acima dela apenas os ocupantes do cargo de vice-almirante (três estrelas) e almirante de esquadra (quatro estrelas), atual topo da força.
Dalva Mendes faz parte do grupo de oficiais, das três forças, que foi promovido pela presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira (23). O posto correlato ao da militar no Exército é o general de brigada e na Aeronáutica é o de brigadeiro.
A Marinha foi a primeira força a aceitar mulheres, em 1980. Dalva Mendes ingressou na primeira turma do Corpo Auxiliar Feminino de Oficiais em 1981.
Ela conta que estava no Centro Cirúrgico do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), quando uma colega chegou com a novidade da primeira seleção de mulheres da Marinha. Na época, lembra que foram mais de 4.000 candidatas inscritas.
"Foi uma grande oportunidade que a Marinha abriu para as mulheres, principalmente porque naquela ocasião o mercado de trabalho estava um pouco restrito", conta.
Médica anestesista, Dalva Mendes trabalhava atualmente como diretora da Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória, na Tijuca, zona norte do Rio. Com a promoção, a contra-almirante ocupará inicialmente um posto na Escola Superior de Guerra, na Urca, zona sul da cidade. Ela não confirma, no entanto, se permanecerá na área da saúde.
Emocionada, a contra-almirante não conteve as lágrimas na hora da cerimônia. "É como se eu estivesse renovando votos de casamento com a Marinha. Aquela noiva ansiosa, feliz, emocionada", diz.
A militar afirma que nunca sofreu preconceito na carreira e sempre contou com o apoio dos colegas. Ela diz que alcançou o sonho profissional com "muito trabalho".
com informações: Folha de São Paulo

Fatos que aconteceram pela primeira vez na história

O mundo da política concentrou fatos inéditos importantes de 2012.


Aqui, as eleições municipais foram o primeiro pleito brasileiro a ter a Lei da Ficha Limpa aplicada. Com isso, foram barradas as candidaturas de políticos cassados, com contas públicas reprovadas ou condenados criminalmente por uma decisão colegiada.
O julgamento do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) fez a condenação do maior número de políticos em um mesmo processo: 13, ao todo, entre deputados, ex-ministros, dirigentes partidários e assessores. Do universo de 37 réus, 25 foram considerados culpados.
FICHA LIMPA - Esta foi a primeira eleição brasileira em que foi aplicada a Lei da Ficha Limpa (lei complementar nº 135/2010), que barra a candidatura de políticos com contas públicas reprovadas, cassados, condenados criminalmente por colegiado ou que renunciaram ao cargo para evitar a cassação. Levantamento do jornal "Folha de S. Paulo" aponta que pelo menos 317 candidatos a prefeito foram barrados pela Justiça Eleitoral.
TRANSPARÊNCIA ELEITORAL - Pela primeira vez na história, os eleitores puderam saber o nome de empresas e de pessoas físicas que fizeram doações às campanhas políticas, assim como o valor doado, antes do dia da votação. A divulgação da lista de doadores pelo TSE(Tribunal Superior Eleitoral) obedeceu ao cumprimento da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Até as últimas eleições, em 2010, os dados sobre financiadores de campanha só eram conhecidos após terminadas as eleições, quando da divulgação da prestação de contas final dos candidatos.
MENSALÃO - O julgamento primou por ineditismos. A ação penal 470, que condenou um esquema de corrupção para a compra de apoio parlamentar no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), possui o maior número de políticos condenados por corrupção -- 13 – pelo STF (Supremo Tribunal Federal), além de ter sido o julgamento mais longo da corte – mais de 50 sessões --, o com o maior número de réus – 37 -- e o processo de maior volume no tribunal – 50.119 páginas distribuídas em 234 volumes e 495 anexos. Ainda teve impressionantes 600 testemunhas de defesa e 45 de acusação ouvidas durante a fase de instrução processual, antes do julgamento em si. Dos 37 réus julgados, 25 foram condenados e 12 foram absolvidos. Entre os principais condenados, estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o publicitário Marcos Valério.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O que muda com a reforma politica

Como costuma ocorrer após momentos de crise, o Congresso pode retomar agora uma discussão capaz de promover mudanças perenes nesse quadro desalentador: uma nova reforma política.

A intenção do relator da proposta, Henrique Fontana (PT-RS), é levá-la ao plenário assim que possível. Para isso, conta com o aval do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).
Para Fontana, o cenário atual ajuda a pressionar os congressistas a aprovar mudanças maiores. “Os últimos anos de vida democrática do país deram inúmeros exemplos de que o maior problema da democracia brasileira é a possibilidade muito fácil do abuso do poder econômico e a forma como a política pode ser capturada”, diz Fontana.
Caso o projeto seja colocado em pauta, o debate será agitado. As propostas no projeto atual foram elaboradas a partir do trabalho de uma comissão suprapartidária. Mas, segundo Fontana, vários assuntos discutidos não foram contemplados no projeto para aumentar a chance de aprová-lo. “Há um conjunto de assuntos que dão sinais que tem maioria. E um segredo para conseguir votar é reduzir o número de assuntos enviados ao plenário.” Entre as questões omitidas, está a mudança no sistema de voto proporcional. O PSDB, por exemplo, tem uma posição fechada em defesa do voto distrital.
Entre as propostas, está a adoção do financiamento público de campanha, a mudança na forma como deputados e vereadores são eleitos e a realização de eleições simultâneas a cada quatros anos. Alguns partidos, no entanto, não têm posições definidas sobre diversas questões, o que deve alongar a tramitação do projeto.
De qualquer forma, a discussão entre os partidos é salutar e precisa incluir a sociedade. Pelo projeto relatado por Fontana, as propostas teriam de ser aprovadas em referendo popular. O que não se sabe é se o Congresso atual terá a capacidade de fazer essa discussão sem levá-la ao mesmo destino de “reformas políticas” anteriores, que tiveram inícios pretensiosos, mas saíram enxugadas e desvirtuadas dos plenários.
Unificação de eleições municipais e nacionais - O Brasil tem eleições a cada dois anos, intercalando disputas municipais com estaduais e nacionais. A nova proposta unificaria todos os pleitos, que aconteceriam juntos de quatro em quatro anos. Para fazer o ajuste no calendário, vereadores e prefeitos eleitos em 2016 ficariam seis anos no cargo. Assim, todas as eleições coincidiriam em 2022.
Financiamento público de campanha - Atualmente, as empresas financiam a maior parte das campanhas eleitorais. O dinheiro também vem, em escala bem menor, de pessoas físicas e do fundo partidário. A nova proposta estabelece o dinheiro público como única forma de bancar uma campanha. O governo federal criaria um fundo, que seria distribuído aos partidos de maneira proporcional à sua representação no Congresso Nacional.
Lista flexível - O projeto altera o atual sistema de votação para cargos proporcionais (deputados e vereadores). Os partidos fariam uma lista hierarquizada com os seus candidatos. Diante da lista, o eleitor pode aceitá-la, votando na legenda, ou escolher um candidato para reordenar a lista.
Federação de partidos - Atualmente, os partidos podem se coligar durante as eleições e, logo depois, atuarem de forma separada. Pela proposta, os partidos poderão continuar a se aliar em eleições proporcionais, mas com uma diferença: eles terão de continuar unidos por três anos depois da eleição. Pelo novo sistema, seriam criadas “federações partidárias”, que os obrigariam a ficarem juntos posteriormente.
Segundo turno em mais cidades - A legislação atual prevê a possibilidade de segundo turno somente nas cidades com mais de 200 mil eleitores. O relator deseja que todas com mais de 100 mil eleitores tenham essa possibilidade. O número saltaria dos atuais 83 municípios para mais de 186.
Iniciativa popular na internet - Os projetos de lei de iniciativa popular, criados a partir da coleta de assinaturas, ganhariam mais força. Entre as mudanças, está a possibilidade da coleta de assinaturas ser feita pela internet.
Mais espaço para as mulheres - O projeto aumenta as políticas inclusivas para mulheres na eleição. Entre elas, haverá mais espaço para as mulheres na televisão e no rádio (20% do tempo total) e a garantia de que, na ordem da lista proporcional, a cada três candidatos uma fosse mulher.
Informações extraídas do Correio Brasiliense

domingo, 2 de dezembro de 2012

Saudades do Bipartidarismo e vergonha do Pluripartidarismo!

Antonio Ranauro Soares
No tempo da Arena e MDB eram evidentes os ideais políticos de cada cidadão e sabíamos quem era quem dentro da política nacional. Hoje, temos essa quantidade de partidos e a vergonhosa atitude dos que se dizem políticos, que pulam de galho em galho não em busca de seus ideais e simplesmente em busca do poder para simplesmente se locupletarem financeiramente à custa do sacrifício do povo.
Neste regime, o que assistimos quase que cotidianamente a nível nacional, estadual e municipal é que os políticos enganadores ora estão no PZ e ora estão no PX, mudando suas caras de acordo com seus interesses pessoais.
Na verdade as propostas que são apresentadas são vazias e sem qualidade e muito mais se preocupam com o número de cargos para distribuírem entre seus correligionários. As propostas para a saúde, educação, segurança e infraestrutura ficam por cima dos palanques e são esquecidas.
E vergonhoso como adversários de ontem se tornam amigos hoje simplesmente para conquistarem o poder e desrespeitando a vontade de seus eleitores. O povo que se dane. Não importa a forma que se conquiste o poder, o importante é exercê-lo.
Leis enganadoras
Os jovens, os idosos, os negros e os brancos são enganados e anestesiados por estatutos e leis enganadoras, promulgadas debaixo de uma grande divulgação na mídia, mas ficam no papel e são desrespeitadas pelos seus próprios propositores. Analisem as propostas feitas no Estatuto dos Idosos, das Mulheres e dos Menores e vejam se estão sendo cumpridas.
Um exemplo evidente disso é a perseguição do governo aos aposentados, que na sua grande maioria já ultrapassaram os 60 anos. Onde está o Estatuto do Idoso e para que foi promulgado?
As coisas não saem do papel para beneficiar o povo e logo, logo caem no esquecimento pela anestesia de bolsas esmolantes, distribuídas à custa do sacrifício de trabalhadores e do desvio de seus recursos previdenciários que durante muitos anos recolheram para tranquilidade em sua velhice.
Poderia ir muito mais longe com minha exposição da vergonha do pluripartidarismo e da saudade que sinto do bipartidarismo. Pois nessa época podíamos ver a cara de cada candidato e sabermos verdadeiramente porque estavam ali.
Cada Ali Baba criou os seus próprios 40 ladrões e saíram pela estrada criando a sigla de abrigo e cavernas para suas próprias quadrilhas. O bipartidarismo é exemplo em quase todos os países desenvolvidos, tanto na esfera do socialismo como no capitalismo.
Bem que podíamos acabar com essa vergonhosa situação onde os políticos vivem pulando de galho em galho, em busca de seus interesses pessoais, desprezando a vontade e os direitos do povo.

Financiamento de partidos poderá sofrer alterações

A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, admitiu hoje a possibilidade de uma alteração legislativa na lei de financiamento dos partidos políticos, acrescentando porém não ser uma prioridade.

"As recomendações e as boas práticas são sempre importantes, talvez seja de ponderar uma alteração legislativa. Era um melhor enquadramento do regime de financiamento dos partidos políticos e da utilização dos dinheiros que são depois usados no dia-a-dia dos partidos e nas campanhas eleitorais no decurso desse financiamento, que é um financiamento com dinheiros públicos", disse Joana Marques Vidal.
A procuradora-geral da República falava no encerramento do programa do Sistema Nacional de Integridade, que hoje terminou no Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa.
"Ainda que eu considere que mais importante do que uma alteração legislativa é realmente concretizar aquilo que temos de uma maneira eficaz, disse, sublinhando que a legislação existente já é "bastante completa".
Joana Marques Vidal defendeu, no âmbito da lei das declarações [de rendimentos], que são efetuadas obrigatoriamente, um "melhor tratamento, mais organizado" de toda a informação dessas declarações.
Sublinhando tratar-se de uma questão que "não impõe por agora uma alteração legislativa, mas imporá sim uma atenção redobrada e um desenvolvimento dos índices que eventualmente decorrerem dessa análise".

domingo, 25 de novembro de 2012

DIAP sistematiza o resultado das eleições municipais de 2012

A tabela elaborada pelo DIAP com dados do TSE, sistematiza o resultado das eleições municipais de 2012, reunindo num só lugar o número de prefeitos e vereadores eleitos por cada partido, tudo organizado por estado e região, além do resultado nacional.


Cada leitor poderá tirar suas próprias conclusões a partir da tabela. Entretanto, o Diap, num esforço de interpretação, fez um recorte do resultado da eleição, classificando os partidos em quatro grupos: 1) os grandes, 2) os médios, 3) os pequenos, e 4) os micro ou nanicos.
Grandes
Na categoria de grandes estão os partidos que elegeram mais de 500 prefeitos e mais de 5000 vereadores.
Prefeitos: o PMDB elegeu 1.022; o PSDB, 700; e o PT, 635.
Vereadores: o PMDB elegeu 7.947; o PSDB, 5.250; e o PT. 5.184.
Médios
Na categoria de médios estão os partidos que elegeram entre 250 e 500 prefeito e entre 3000 e 5000 vereadores.
Prefeitos: o PSD elegeu 494; o PP, 468; o PSB, 442; o PDT, 309; o PTB, 295; o DEM, 277; e o PR, 274.
Vereadores: o PP elegeu 4.923; o PSD, 4.653; o PDT, 3.652; o PTB, 3.570; o PSB, 3.548; o DEM, 3.270; e o PR, 3.176.
Pequenos
Na categoria de pequenos estão os partidos que elegeram entre 50 e 250 prefeitos e entre 800 e 2.000 vereadores.
Prefeitos: o PPS elegeu 123; o PV, 97; o PSC, 83; o PRB, 78; e o PCdoB, 56.
Vereadores: o PPS elegeu 1.856; o PV, 1.585; o PSC, 1.463; o PRB, 1.202; e o PCdoB, 973.
Micro ou nanico
Na categoria de micro ou nanico estão os partidos que elegeram menos de 50 prefeitos e menos de 800 vereadores.
Prefeitos: o PMN elegeu 42; o PTdoB, 26; o PRP, 24; o PSL, 23; o PTC, 19; o PHS, 17; o PRTB, 15; o PTN, 12; o PPL, 12; o PSDC, 9 e o PSol, 2.
Vereadores: o PSL elegeu 759; o PMN, 603; o PRP, 579; o PHS, 544; o PTdoB, 534; o PTC, 483; o PTN, 426; o PSDC,444; o PRTB, 416; o PPL, 177; o PSol, 49; o PCB, 5; e o PSTU, 2.
com informações: DIAP

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Joaquim Barbosa promete Justiça ‘sem firulas, sem rodeios, sem rapapés’

O ministro Joaquim Barbosa assumiu na quinta-feira, 22, a presidência do Supremo Tribunal Federal com discurso a favor de um Judiciário "sem firulas, sem floreios, sem rapapés", mais célere, que dê acesso a todos sem privilégios e com juízes protegidos de influência política.
No discurso de 16 minutos, testemunhado entre outras autoridades pela presidente da República, Dilma Rousseff, além de artistas e celebridades, Barbosa falou da necessidade de julgamentos realizados em tempo razoável, criticou o excesso de recursos judiciais e a existência de quatro instâncias no Judiciário.
Aos 58 anos de idade, natural de Paracatu, cidade mineira, Barbosa tornou-se o primeiro negro a presidir o Supremo e o Conselho Nacional de Justiça - seu antecessor é Carlos Ayres Britto, aposentado compulsoriamente no domingo ao completar 70 anos.
Indicado para o tribunal pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não foi à cerimônia, Barbosa construiu sua carreira no Ministério Público. No Supremo, obteve destaque com a relatoria do julgamento do mensalão, caso no qual a antiga cúpula do PT e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foram condenados por compra de votos entre 2003 e 2005, primeiro mandato de Lula.
Em seu discurso de estreia como presidente do Judiciário, fez afirmações em prol da valorização dos juízes, "figura tão esquecida", nas palavras de Barbosa. Seu vice no Supremo será Ricardo Lewandowski, justamente o revisor do mensalão e quase seu antagonista no julgamento.
O novo presidente tem origem humilde. Filho de pedreiro, aos 16 anos viajou sozinho à capital federal, onde trabalhou como faxineiro e em uma gráfica.Formou-se em Direito pela Universidade de Brasília, foi oficial de chancelaria e advogado de órgãos públicos até iniciar sua carreira como procurador.
No discurso de posse, Barbosa defendeu o tratamento igualitário das pessoas que apelam ao Judiciário, sem privilégios por motivos econômicos, por exemplo. Como presidente do CNJ, este deve ser seu principal projeto: garantir tratamento equânime às partes de um processo.
"É preciso ter honestidade intelectual para dizer que há um grande déficit de justiça entre nós. Nem todos os brasileiros são tratados com igual consideração quando buscam o serviço público da Justiça. O que se vê aqui e acolá, nem sempre, é claro, é o tratamento privilegiado, o by-pass (ignorar, em inglês), a preferência desprovida sem qualquer fundamentação racional", disse Barbosa durante seu discurso. O novo presidente do Supremo afirmou também ser contra os quatro graus de jurisdição.
 ‘Distante’. Barbosa defendeu que o juiz não pode se manter "distante" e "indiferente" aos valores e anseios sociais. "O juiz é um produto do seu meio e do seu tempo. Nada mais indesejado e ultrapassado o juiz que está isolado e encerrado, como se estivesse numa torre de marfim", disse. Fez questão ainda de ressaltar a necessidade de independência, criticando a progressão de carreira na magistratura. "Nada justifica, a meu sentir, a pouco edificante busca de apoio para uma singela promoção de um juiz do primeiro para o segundo grau de jurisdição."


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Plenário pode votar marco civil da internet

O marco civil da internet é o destaques do Plenário para esta semana. Apesar das negociações que ocorreram na semana passada, continua o impasse em torno do marco civil da internet (PL2126/11, apensado ao PL 5403/01).

Já as sessões ordinárias do Plenário estão trancadas por duas medidas provisórias: a 575/12, que autoriza o aporte de recursos públicos às parcerias público-privadas (PPPs) durante as obras; e a 580/12, que permite preferência a produtos e serviços nacionais em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Nesta segunda-feira (19), a primeira vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES) defendeu a votação da proposta. “Precisou a Carolina Dieckman ter um problema [ela teve fotos pessoais roubadas de seu computador e disseminadas na internet] para que nós votássemos uma matéria tão importante”, lamentou, referindo-se à votação, no último dia 7 de novembro, do PL 84/99, que inclui no Código Penal novos crimes, como o uso de dados de cartões de crédito sem autorização. A proposta estava em tramitação na Câmara havia 13 anos. 
Sobre a falta de acordo em torno do marco civil, Rose de Freitas lembrou que a matéria não tem consenso nem na sociedade.
O relator do projeto, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), defende em seu texto a permanência do conceito de neutralidade da rede, que pretende garantir a inexistência de privilégios na transmissão dos dados, independentemente de conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicativo.
Segundo o relator, pressões dos provedores de conexão têm impedido o consenso em torno do texto. Os provedores são contra o princípio da neutralidade. Além disso, estariam insatisfeitos com a proibição de guardar os registros da navegação dos usuários de internet.
A neutralidade de rede, de acordo com o relator, vai impedir que os provedores façam distinção de velocidade entre um ou outro site ou aplicativo. Alguns deputados, no entanto, manifestaram-se contra a neutralidade e defenderam a possibilidade de o provedor dar preferência, na transmissão de dados, para o consumidor que pagar mais.

Feministas defendem reforma eleitoral para cumprir cotas

Pela primeira vez na história do Brasil o número de mulheres candidatas a vereadora ultrapassou a marca dos 30%. Nas eleições deste ano, do total de 448.413 candidatos, elas representaram 32,6%.
Em comparação ao pleito de 2008, houve um crescimento em números absolutos de 69.312 e de 10,5 pontos percentuais na presença de mulheres em listas eleitorais. Mas se a presença feminina engrossou as opções de voto, no resultado final das urnas o desempenho delas ainda está muito atrás do alcançado pelos homens.
Em 2009, o Congresso Nacional aprovou a minirreforma eleitoral (Lei 12.034/09). Pela nova lei, os partidos foram obrigados a preencher 30% das vagas em eleições proporcionais com candidatos de um dos sexos. Antes, só a reserva de 30% das vagas era obrigatória, o preenchimento efetivo não.
Para representantes do movimento feminista, existe uma contradição muito grande no resultado das eleições municipais deste ano. Ao mesmo tempo em que a lei de cotas está sendo cumprida, o resultado final mantém as mulheres na média dos 12%. “É uma contradição para alguns que acreditavam que só cumprindo as cotas o problema estaria resolvido. Isso faz a gente ter mais claro como é importante mudar as regras do sistema eleitoral. Não tem cota que resolva se as regras continuarem da mesma maneira”, avaliou Sívia Camurça, da coordenação da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB).
Ainda segundo ela, este ano, muitas candidatas entraram na disputa só para preencher cotas e livrar os partidos de problemas com a Justiça Eleitoral. Mas os problemas não param por aí. As mulheres também reclamam da falta de condições materiais suficientes para realizar campanhas, da alta competição entre as candidaturas, e do fato dos gastos das campanhas eleitorais brasileiras estarem entre os mais altos do mundo.
Das 26 prefeituras de capitais, a partir de 1º janeiro, só uma, a de Boa Vista, em Roraima, vai ser comandada por uma mulher, Teresa Surita (PMDB). Para as câmaras municipais, 7.648 mulheres foram eleitas em 2012, 13,3% do total. Em 2008, 12,5% do total de vereadores eleitos eram mulheres.
com informações: Agencia Brasil

domingo, 18 de novembro de 2012

Lula e PT querem perdoar corrupção quando praticada por uma “causa”

A forte reação da velha cúpula do Partido dos Trabalhadores às condenações de seus diletos “companheiros” pelo Supremo Tribunal Federal revela muito mais que a simples e justa defesa pública de correligionários. 
Quando o ex-presidente Lula da Silva passou a negar com veemência a existência do mensalão e praticamente atestar a legitimidade do caixa dois nos partidos políticos, os brasileiros assistiram o transfigurar dos antigos discursos, tudo em nome da manutenção do poder, passando a respaldar esse “novo estatuto” com ações populistas pedestres.
Lula e o PT começaram a justificar e perdoar a corrupção quando praticada em nome de uma “causa”, ainda que quase ninguém tenha noção de qual seja ela e a quem possa servir.
Hoje, quando o Ministério Público e os ministros da Suprema Corte utilizam expressões contundentes para classificar os quadrilheiros petistas e a horda de bandidos que participaram do mensalão e dos fartos desvios de recursos públicos, restou ao partido a tentativa de promover alguma comoção na ala fanática, quiçá lunática! de sua militância, esperando que esta faça uso de atos e movimentos públicos em prol dos futuros “companheiros” presidiários. 
Querem até criar uma “caixinha” o “caixa três”!, onde os filiados possam depositar dinheiro para ajudar a pagar as multas milionárias estipuladas pelo STF, as quais o partido legalmente não pode arcar. O mensalão existiu sim! Desnudou o verdadeiro PT e as práticas mazelares desse partido onde colocou a mão para governar. Fisiológicos, permissivos com a corrupção, ineficientes na execução de projetos básicos e discursistas extremados. 
Enquanto tentam comprar a massa com esmolas assistencialistas, abastecem os cofres partidários para sedimentar palanques futuros.
Nada mais difere o PT dos tradicionais partidos políticos e suas práticas criminosas. Aliás, há agora uma distinção: políticos de alta cúpula condenados à cadeia por corrupção. 
O que temos, enfim, é uma osteoporose política que abala de forma tétrica o ambiente democrático brasileiro. Despreparados para a era digital e toda explosão horizontal da informação, não apenas o PT, mas a maioria dos partidos trafegou por caminhos anacrônicos e, provavelmente, sem volta. 
Desconsideraram o poder da formação de opinião através dos meios virtuais. Por equívoco óbvio, ainda tentam lidar com a mídia como a classe política fazia nos idos tempos do magnata Assis Chateaubriand e permitiram que seus velhos caciques de uma ex-esquerda brasileira protagonizassem, em nome do partido, das “causas” e das “lutas”, as mais bizarras e bárbaras práticas da politicagem que corrói as estruturas democráticas do país. 
Fique claro: nada justifica a corrupção. Nem “causas”, nem “lutas”, muito menos sociologias tergiversas e discursos vazios.
As condenações que brotam do STF são legítimas e não há gritaria oficial do PT que possa desconstruir as merecidas punições aos saqueadores da República. 
Como bem argumentou o colunista Merval Pereira, em O Globo: “Na verdade, o PT tenta desqualificar as instituições que ainda não conseguiu aparelhar”.
HELDER CALDEIRA é escritor, jornalista, apresentador de TV e comentarista político da Rede Record.